Manaus, 11 de agosto de 2026
O Início (1976)
A Honda iniciou suas operações produtivas no Polo Industrial de Manaus em novembro de 1976. A chegada da montadora ao Amazonas foi um divisor de águas, estabelecendo a base para o que se tornaria o maior polo de produção de motocicletas da América Latina.

A Moto Honda da Amazônia se prepara para viver, em 2026, um dos momentos mais simbólicos de sua história: a comemoração de 50 anos de operação em Manaus. À frente da liderança absoluta no mercado brasileiro de duas rodas, o empreendimento é, hoje, o maior case de sucesso da Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial de Manaus (PIM), combinando escala de produção, tecnologia, geração de empregos e compromisso com a sustentabilidade.
O cenário para essa celebração é mais do que favorável. No primeiro semestre de 2025, a produção nacional de motocicletas atingiu 1.000.749 unidades, um salto de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Abraciclo. A Honda lidera com folga essa arrancada. Em junho, a produção alcançou 154.113 unidades — alta de 45% sobre o mesmo mês de 2024 — ainda que tenha apresentado uma retração pontual de 10,7% frente a maio. No acumulado do ano, os emplacamentos somaram 1.029.546 motocicletas, um crescimento de 10,3% frente ao ano anterior, consolidando o setor como um dos motores da economia de consumo e da mobilidade urbana no Brasil.
O Legado da CG
O grande símbolo desses 50 anos é, sem dúvida, a Honda CG. Lançada pouco depois do início da fábrica, a CG tornou-se a motocicleta mais vendida e produzida no Brasil. Ao longo de cinco décadas, ela foi adaptada para diferentes necessidades: do transporte de carga ao uso urbano diário, consolidando-se como uma ferramenta de trabalho e um meio de transporte acessível para milhões de brasileiros

Essa força produtiva tem endereço certo: Manaus. Desde 1976, quando a primeira CG 125 saiu da linha de montagem na capital amazonense, a operação da Honda só fez crescer. Hoje são quase 6 mil motocicletas produzidas por dia, 18 modelos em linha, mais de 8 mil colaboradores diretos e uma estrutura fabril que é referência global por seu nível de verticalização e integração tecnológica. A planta da Honda em Manaus é a maior do mundo entre as unidades de motocicletas da marca — e a única fora do Japão a produzir câmbios DCT, tecnologia que equipa motos de alto desempenho como a Africa Twin.
A empresa superou, no fim do ano passado, a impressionante marca de 30 milhões de unidades produzidas em Manaus, coroando uma trajetória que alia ousadia, consistência e inovação. A aposta feita nos anos 1970 em instalar uma unidade industrial no coração da floresta amazônica — longe dos grandes centros consumidores — se revelou uma jogada estratégica de longo prazo. A combinação de incentivos fiscais da Zona Franca, mão de obra local qualificada e compromisso com a produção nacional gerou um ecossistema industrial de alto valor agregado. Hoje, a Honda abastece não apenas o mercado interno, como exporta para mais de 15 países, incluindo destinos exigentes como Estados Unidos, Austrália e México.
Na ocasião da comemoração da 30 milionésima moto produzida, o presidente da Moto Honda da Amazônia e da Honda América do Sul, Arata Ichinose, declarou: “A cada motocicleta produzida aqui em Manaus, reafirmamos nosso compromisso com o desenvolvimento da região e com a mobilidade no país, oferecendo qualidade, inovação e segurança em cada modelo que sai da nossa linha de montagem”.
A fábrica da Honda também é símbolo de como a indústria pode prosperar em sintonia com o meio ambiente. Desde sua instalação, a empresa adota práticas ecoeficientes, investe em fontes limpas de energia e mantém projetos voltados à conservação da biodiversidade amazônica. A política ambiental rigorosa, aliada ao desenvolvimento de tecnologias com menor impacto ambiental, faz da planta da Moto Honda um modelo de gestão sustentável e industrialização responsável.

Honda 50 anos na ZFM: muito além de uma fábrica
O impacto da operação vai além dos muros da fábrica. A Honda impulsiona uma cadeia de mais de 120 fornecedores diretos, distribui renda, promove formação técnica e movimenta uma rede nacional com mais de 1.100 pontos de venda. Seu braço financeiro, com destaque para o Consórcio Honda e o Banco Honda, responde por boa parte das vendas no varejo — democratizando o acesso às motocicletas como ferramenta de mobilidade e geração de renda.
A perspectiva para 2026 e para o cinquentenário é de crescimento contínuo. A Abraciclo projeta que a produção nacional de motocicletas alcance 1.880.000 unidades no ano — um avanço de 7,5% frente a 2024. Já as vendas devem superar os 2 milhões de unidades, num ritmo que confirma o protagonismo do segmento no cenário econômico brasileiro.