Apesar do histórico, o resultado permanece em aberto. A decisão dependerá dos votos dos brasileiros que voltarão às urnas.

Desde 1989, quando os brasileiros voltaram a escolher o presidente pelo voto direto, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu ultrapassar o adversário na votação decisiva.

Agora, 37 anos depois, Lula tem a oportunidade de quebrar essa sequência.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

O histórico das eleições brasileiras mostra que, nas sete disputas presidenciais decididas em segundo turno entre 1989 e 2022, o candidato que saiu na frente na primeira votação acabou conquistando a Presidência.

Em 2022, por exemplo, o próprio Lula venceu Jair Bolsonaro, mas já havia terminado o primeiro turno na liderança. Desta vez, o cenário é diferente.

Caso consiga superar Flávio Bolsonaro no próximo dia 25 de outubro, Lula não apenas conquistará seu quarto mandato como presidente, mas também entrará para a história como o primeiro candidato a reverter uma desvantagem do primeiro turno em uma eleição presidencial brasileira desde 1989.

Apesar do histórico, o resultado permanece em aberto. A decisão dependerá dos votos dos brasileiros que voltarão às urnas.

O segundo turno de 2026 poderá, portanto, manter uma sequência que atravessa quase quatro décadas ou marcar uma virada inédita na história política do Brasil.

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